terça-feira, 30 de setembro de 2008

A verdade é que o mundo é uma grande peça de teatro, onde cada um escolhe seu papel. É assim, tem pessoas que não vivem, simplesmente atuam por aqui. Entram no camarim e vestem sua fantasia, escondendo-se através de plumas, paetês, máscaras. E então esses tipos sobem no palco e ali permanecem, com um lindo sorriso estampado no rosto, atuando, fazendo suas melhores poses, suas caras e bocas sensuais ou então posando de santinhos. Usam um tipo de maquiagem definitiva, alguns não tiram nem para dormir. Dentre esses, ainda há aqueles que inventam sua própria máscara, mas pior ainda são os que só copiam. Sequer criatividade de ser seu próprio eu inventado alguns têm. Uma lástima.
Mas como no teatro, existe também a platéia. Que vibra, que ri, que chora, se emociona. Não precisa contracenar, vestir sedas e rendas para ser feliz. Existem ali pessoas de verdade, que não fazem cena, não usam maquiagem, não ficam o tempo inteiro buscando seu melhor ângulo. Existem ali humanos. Que erram, acertam, aprendem. Vivem. Sem medo de ser o que realmente são, sem medo do cabelo bagunçado, dos quilinhos a mais por causa da pizza de sexta feira a noite.. Sem medo do mal hálito matutino, sem a vergonha de admitir o medo de altura.
Enquanto uns se enfeitam por fora, atribuindo para si uma capa fútil, fina, sem essência alguma, apenas com intuito de criar uma outra vida para si, existem aqueles que não passam despercebidos. Aqueles que não se importam com o que outros podem vir a pensar. E são estes que para sempre serão lembrados, pois serão esses que farão a diferença. Os outros, os outros só se esforçam em vão para imitar a platéia. Para servir de diversão.
Pode ser que no palco essas máscaras nunca caiam, pode ser que para sempre os 'artistas' serão perfeitos, felizes, sorridentes. Mas ainda acredito que uma hora a luz vai acender, e então o imenso vazio presentes nesses pobres desalmados virá a tona com a claridade. Eu? Eu estarei na platéia, indo para casa comer uma pizza.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Um novo livro, um novo armário, um novo telefone. Uma agenda nova, um cachorro novo, um lindo par de sapatos novos. Uma marca de arroz nova, um guardanapo diferente. Lençóis laranja, verdes, roxos. Nada de branco. Uma sala nova: menos sofás, mais almofadas. Uma viagem, não para a praia, para o campo. Ou não para o campo e sim para a a praia. Hum, que tal um vestido novo pra combinar com os sapatos? É uma boa opção. E então uma nova festa, uma nova dieta, um novo amigo. Um novo namorado, um novo marido. Um novo rumo, uma nova direção, uma nova vida. A pergunta é, você está pronto para seguir em frente, ou ainda se prende aos fantasmas do passado?